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Sonho de mudança

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Projeto da Fundação Cásper Líbero dá autoestima e confiança para crianças e adolescentes

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
No projeto, Fernanda e Ketlyn aprenderam a ser mais críticas em relação à sociedade

Fernanda tem apenas 14 anos. Leitora assídua, sabe que, em muitos aspectos, sua vida se parece à de Julieta, do clássico britânico Romeu e Julieta, de William Shakespeare. Das escolhas feitas seguindo o coração até o nem sempre bom relacionamento familiar, a jovem paulista se vê na personagem. Seu destino, entretanto, ela quer que seja diferente.

No romance inglês, o final é trágico. A menina, por sua vez, é esperançosa. Ela defende que, para realizar seus sonhos e vontades, precisa se esforçar. “Não acreditava em mim mesma, mas fui aprendendo e vendo que sou capaz de fazer o que quero. Mudei meu comportamento, aprendi que não preciso aceitar tudo. Se o que me pedirem não for correto, como por exemplo, comprar ou vender drogas, eu posso e vou falar não”, ressalta a jovem.

Segundo ela, muitos de seus conhecimentos vieram dos ensinamentos oferecidos pela Fundação Cásper Líbero, no Projeto Nossa Casa, localizado no bairro do Belenzinho, na Capital paulista.

Há um ano, a menina participa da iniciativa que proporciona atividades a jovens frequentadores da ONG Nossa Senhora do Bom Parto. “Eles ensinam a gente a lutar pelas coisas que queremos. Também aprendi que posso ignorar quando alguém me diz que não irei longe ou que não serei feliz. Sei que irei e serei”, ressalta Fernanda.

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Fernanda afirma que não acreditava em si mesma, mas hoje se sente confiante

No projeto proposto pela FCL, diferentes temas são abordados e esmiuçados pelos educadores e educandos. Desde o segundo semestre de 2012, a Fundação atua assiduamente dentro da ONG e a cada seis meses, um novo assunto é trabalhado em atividades extracurriculares.

“Queríamos que eles conhecessem o mundo por meio da ludicidade”, explica Marcia Cristina Firmo, Coordenadora do Grupo de Cidadania Empresarial da FCL. “Eles aumentam o repertório, a cultura e até se desenvolvem psico e socialmente. Muitos, que antes não conseguiam se expressar, agora, conseguem e até emitem opiniões próprias”. No último semestre, o conteúdo trabalhado nas atividades foi ‘Diferença’.

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Educadores e educandos visitaram a Fundação Cásper Líbero para apresentarem o projeto

O tema foi tocado em um espectro amplo. Assim, o grupo aprendeu, por exemplo, a multiplicidade de alimentação, sotaques e culturas no Brasil e no mundo, ressaltando a importância de serem diferentes, bem como discutiram desigualdades sociais. Ketlyn, 13 anos, frequentadora do projeto desde os seis, afirma que os conhecimentos oferecidos deveriam expandir suas fronteiras. “Na escola, poderiam nos ensinar a sermos mais críticos, a lutarmos pelos nossos direitos. Tudo isso sem ter preconceito, como fazem no Projeto”, afirma. Além das informações aprendidas, a jovem destaca que a iniciativa também melhorou sua desenvoltura para falar em público. “Agora eu mudei, não tenho mais tanta vergonha. Boa educação pode ajudar a gente, porque nos faz sermos mais bem vistos”, ressalta.