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Solidariedade no sangue

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Fundação Cásper Líbero incentiva alunos e profissionais a doarem sangue em campanha interna

Fotos: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Daniel e Luiz concordam: não é preciso ter medo de doar

Foi depois que sua mãe precisou de doação de sangue que Daniel de Souza Brito entendeu a importância da ajuda. Por sorte, ela pôde contar com o apoio dos sete filhos, que não pouparam esforços para apoiar a matriarca da família. “Mas quando sentimos na pele, nos preocupamos mais e começamos a pensar no próximo”, destacou o encarregado de pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero, que participou da campanha de doação de sangue promovida pelo Grupo de Cidadania Empresarial da Fundação onde trabalha, no último dia 19.

Desde que começou a trabalhar na FCL, Daniel aproveita o evento para, em suas palavras, salvar vidas. Para ele, iniciativas como essa são primordiais a fim de promover cidadania no ambiente profissional e também educacional. “Você estimula nas pessoas o ato de pensar, de ajudar o próximo e isso não envolve apenas os funcionários, os alunos da Faculdade também se envolvem”, defende Daniel.

Matheus Diniz Lapenda Fontes, 18 anos, aluno de Publicidade e Propaganda é um deles. Em seu primeiro ano na Faculdade Cásper Líbero, ele não sabia que a campanha interna era feita e se surpreendeu — positivamente — com a iniciativa. “Eu sempre quis doar sangue e nunca fui atrás. É legal ter, onde eu estudo, uma campanha dessa. Fica em mais fácil e ajuda bastante”.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
A campanha é organizada pelo Grupo de Cidadania Empresarial da Fundação Cásper Líbero

A facilidade para os funcionários e estudantes da Paulista, 900 é, certamente, um dos diferenciais da iniciativa, que acontece há mais de dez anos e destina o sangue arrecadado para o Hospital Sírio Libanês. “É muito importante essas instituições em geral, principalmente que trabalham com público mais jovem dar essa oportunidade porque, às vezes, a gente tem muita vontade e acaba não correndo atrás por preguiça, falta de tempo”, destaca Bianca Quartiero, aluna do primeiro ano de jornalismo. “Tendo algo dentro da nossa faculdade não tem nem desculpa, fica com o acesso super fácil, sem contar que é importante”, concorda.

Importância de ajudar

Para Luiz Fernando Celso Ladeiro de Souza, enfermeiro da ação, a importância é o que não falta na ação. “Em todos os bancos de sangue, o estoque está sempre baixo. Então, quanto mais gente conseguir ajudar, mais pessoas serão ajudada. Falta incentivo, principalmente da mídia e das empresas que podem ajudar os bancos de sangue a suprimir essa necessidade”, ressalta.

“Costumam dizer que o O- é o que mais precisa, mas, na verdade, todos os tipos são necessários”, explica o enfermeiro. “Às vezes, precisamos de mais de um ou outro, e a população não fica sabendo dessa necessidade de qual tipo sanguíneo. Então, se tiver boa vontade, vá e doe”.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Ligia Cristina dos Santos Nunes é doadora há mais de dez anos, dentro e fora da fundação

Para doar

“E muito simples doar, é tranquilo e não precisa ter medo nenhum. Eu doo há dez anos. A gente precisa ajudar as pessoas independente de quem seja”, defende Ligia Cristina dos Santos Nunes, bibliotecária da FCL. “É tão pouco que a gente está fazendo. É o mínimo que podemos fazer pelos outros. É como dizem: fazer o bem sem ver a quem”, incentiva.

Para doar é preciso estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50kg, estar descansado e bem alimentado. Além disso, há também uma triagem para garantir que todos pré-requisitos são atendidos. “Verificamos os sinais vitais, o mínimo que uma pessoa possa ter: uma pressão adequada, frequência cardíaca adequada, a dosagem da hemoglobina para não ter nenhum tipo de problema para o próprio doador”, explica o enfermeiro Luiz Fernando.

Ele ainda defende que, apesar de muita gente ter medo de doar, não há riscos e os funcionários estão preparados para auxiliar os doadores em caso necessário. “Tem muita gente que nunca doou e tem esse receio, acha que vai passar mal, às vezes, falta informação. Aqui tem uma equipe médica pronta para ajudar”, concorda Daniel de Souza Brito, encarregado de pós-graduação.