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Século da sustentabilidade

Bianca Mascara, especial para o Cidadania

Instituto GEA incentiva a reciclagem de resíduos e ensina maneiras de obter renda e ajudar o meio ambiente, por meio do reaproveitamento de materiais

Foto Divulgação
Foto Divulgação
A norma no Eco-Eletro é mãos na máquina e não faltam alunos dispostos a aprender

Sustentabilidade. Essa é uma palavra frequente no século 21, ou deveria ser. O termo tornou-se comum e virou praxe usá-lo em diversas situações, até mesmo de forma inadequada.

Entretanto, os temas que envolvem a sustentabilidade ainda são uma incógnita para muitos. O Instituto GEA tem como objetivo promover a educação ambiental e informar a população sobre os programas de reciclagem, fundamentais para um século em que os recursos naturais não se mostram ilimitados, como um dia se acreditou ser possível.O Instituto GEA age de várias maneiras para repassar conhecimentos sobre reciclagem e esclarecer dúvidas. O atendimento pode ser por telefone, e-mail, palestras de conscientização, cursos para atuação na área, oficinas ou até mesmo assessorando projetos sócio-ambientais.

Os interessados que procuram o GEA incluem desde um cidadão curioso até administrações municipais, moradores de condomínios, empresas e associações de bairros. As escolas que buscam o apoio do Instituto objetivam contextualizar as questões ambientais debatidas em sala de aula dentro das diversas disciplinas do currículo escolar. “Estamos abertos a diversas parcerias”, comenta Ana Maria Domingues Luz, presidente da instituição.

O Instituto GEA também desenvolve projetos para ampliar a coleta de material reciclável e aprimorar técnicas de reaproveitamento desses materiais. Um deles, o Projeto Eco-Eletro capacita catadores de municípios da Grande São Paulo, a coletar e processar resíduos de equipamentos eletrônicos de forma mais rentável, evitando a contaminação das pessoas ou do meio ambiente.

O Eco-Eletro foi selecionado pelo Programa Desenvolvimento & Cidadania, da Petrobras, e seguirá em atividade durante 2012. O projeto é desenvolvido no Laboratório de Sustentabilidade da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, uma oportunidade para muitos de conhecer uma das maiores instituições de ensino superior.

“Escutamos catadores, que às vezes nem completaram o ensino fundamental, orgulhosos por estarem na USP, onde nunca imaginaram entrar. Muitos não haviam sequer passado na porta da USP e agora se sentem respeitados lá”, conta Ana Maria. “Isso nos emociona muito”, completa.

A iniciativa também dá oportunidade para quem observa o projeto conhecer melhor a realidade dos catadores. “Tem o outro lado. Os ouvintes, pessoas que acompanham as aulas, se surpreendem ao conversarem com os catadores”.
O primeiro ano do projeto chamou a atenção de outras cidades, que foram incluídas na iniciativa. Municípios da Baixada Santista e também Salesópolis, Rio Preto, Poá e Taboão agora também capacitam catadores.
Foram quase 100 catadores treinados de 48 cooperativas inscritas.

As cooperativas recebem lixo reciclável doados por empresas ou por cidadãos e o transformam para depois comercializá-los, aumentando a renda e preservando o meio ambiente da contaminação. Depois dos cursos os catadores continuam o trabalho de reciclagem, porém com mais consciência.

INFORMAÇÕES
Para saber mais sobre resíduos recicláveis e onde doá-los acesse o site: www.institutogea.org.br

Foto Kai Loffelbein/Unicef/Divulgação
Foto Kai Loffelbein/Unicef/Divulgação
Imagem vencedora do prêmio de Foto do Ano, dado pela Unicef, mostra criança com um equipamento eletrônico em um lixão de Gana alunos dispostos a aprender

Mais perigoso que spam

Entenda o que é lixo eletrônico e quais os perigos ele pode causar

Lixo eletrônico, ou e-lixo, é tudo aquilo proveniente da obsolescência de algum equipamento eletro-eletrônico (computadores, celulares, DVDs, etc). Cada vez mais o número de aparelhos transformados os resíduos eletrônicos cresce, em virtude da pequena durabilidade dos eletrônicos e também de versões mais modernas, que instigam o consumo.

O perigo não está apenas no montante acumulado, mas também na composição desses aparelhos, que possuem metais pesados, responsáveis pela contaminação do meio ambiente, quando abandonados de forma inadequada.