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Rúgbi: conexão sem fronteiras

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Entenda o projeto que levará 12 jovens jogadoras do Brasil à França

Fotos: Divulgação
Foto: Divulgação
Dentre todas as jogadoras do Instituto, apenas 12 serão selecionadas para a viagem à França

Mais de 10 mil quilômetros separam 24 jogadoras de rúgbi que, em breve, se conhecerão. Metade delas mora no Paraisópolis, zona sul da Capital Paulista. A outra parte está em Courtilliéres, um bairro de classes menos privilegiadas da França. Apesar da distância, elas sabem que têm uma paixão em comum: o esporte.

Se tudo acontecer como planejado, em julho de 2018 elas se encontrarão na França para, juntas, formarem equipes franco-brasileiras da modalidade e competirem pela região.

Para levar as 12 jovens jogadoras do Brasil ao outro continente é preciso arrecadar R$ 165 mil. Diante disso, iniciou-se uma força tarefa em busca de recursos financeiros. Um dos responsáveis pela arrecadação é um professor de rúgbi, o francês Lucien Midelet, de 24 anos. Ele morou três meses no Brasil em 2016 e este ano retornou para realizar seu sonho e o de tantas outras pessoas.

Junto ao Instituto Rugby Para Todos e ao seu time natal, o Rugby Olympique Pantin, Lucien está organizando o intercâmbio entre as jovens jogadoras. Além do esporte, as meninas dividem outras experiências: todas vivem em ambientes longe do centro de grandes cidades, afastados também de atividades culturais e esportivas e têm perspectivas de trajetórias sociais parecidas.

Por isso, a iniciativa não será benéfica apenas para as brasileiras. O impacto positivo atinge também as anfitriãs. “Descendentes de africanos, elas não se sentem pertencentes à cultura europeia, apesar de terem nascido lá. Muitas delas sairão pela primeira vez dos seus bairros e terão a missão de apresentar a cultura da região às brasileiras”, disse Midelet. “A ideia é inseri-las na sua própria cultura e mostrar a elas que pertencem àquilo também, fazendo das garotas verdadeiras embaixadoras da França”, acrescentou.

Foto: Divulgação
Segundo Lucien, o rúgbi é um esporte de criatividade e habilidade

Em São Paulo, 160 jovens participam das atividades no Instituto de rúgbi. Dentre os atletas, 54 são meninas. Apenas 12 delas participarão do intercâmbio e a decisão de quem irá será dos professores, psicólogos e de outros responsáveis pela iniciativa.

Rúgbi no mundo e no Brasil - Para Lucien, o rúgbi é um esporte crescente em todo mundo e, desde que entrou para os Jogos Olímpicos, em 2016, mais esforços estão voltados a ele.

Na modalidade masculina, segundo o francês, o Brasil está “muito atrás” dos outros países — tanto em desempenho quanto em estrutura. O cenário feminino, por sua vez, é mais positivo para os brasileiros: “O rúgbi feminino é novo em todos países. Na França, as meninas começaram a jogar há pouco tempo. Aqui em Paraisópolis, algumas praticam há mais de dez anos”. Ele acredita também que os brasileiros têm uma vantagem ao praticar a modalidade. “O esporte tem muito a ver com a cultura do Brasil. No rúgbi é preciso criatividade e habilidade, além de técnica, assim como acontece no principal esporte do país, o futebol. ”


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