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Regando raízes brasileiras

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Iniciativa paraibana leva água e conhecimento ao interior do Estado

Fotos: Divulgação
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Roupas doadas são oferecidas durante os eventos do Milagre Sertão

Assim como faz o mandacaru, planta típica do nordeste brasileiro, é preciso ter resistência para se adaptar e sobreviver a realidade imposta no sertão do País. Além do abandono do serviço público, o povo parece ter sido esquecido pela chuva, deixando-os apenas com os ventos secos que açoitam suas vidas. Sem água, e quase sem renda, veementemente dependente dessa fonte seca, a população resistente, de raízes fincadas, não se viu sem esperança. Com força, eles seguem lutando e com ajuda da ONG Milagre Sertão, multiplicam os recursos e conhecimentos para tornar seu ambiente autossustentável.

Tal qual quando a chuva cai e o verde responde depressa, a chegada da ajuda traz esperança e o cenário ganha ainda mais vida. Em 2013, um grupo de amigos arrecadaram águas destinadas ao sertão paraibano. Sofrendo com a forte estiagem, os sertanejos viram o líquido chegar em suas casas, não pelos céus, mas de carros vindo de João Pessoa (PB). A iniciativa foi a primeira gota para desabrochar uma flor no tal mandacaru.

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O esporte faz parte das ações oferecidas com o projeto
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Atividades lúdicas também fazem parte da iniciativa

De lá para cá, o grupo passou a atender as regiões distantes três vezes ao ano. Além de água, levam roupas, cestas básicas e atividades lúdicas aos moradores. O objetivo maior, hoje, entretanto, é oferecer planos que tenham efeito a longo prazo, com atendimento médico e odontológico, por exemplo. Agora, é meta é ainda mais arretada. “Estamos iniciando um projeto em Monteiro (PB) que será um ambiente modelo de convívio”, explica Rodrigo de Morais Bittencourt, fundador e diretor do projeto. A intensão é oferecer cursos profissionalizantes e oficinas de empreendedorismo. “Nosso objetivo é levar conhecimento e gerar possibilidades, mas ainda não temos financiamento suficiente para manter esse projeto em pé”, destaca com o sotaque arrastado da Capital paraibana.

Regando o semiárido

O grupo voluntário auxilia a amenizar a falta de água nos locais beneficiados. Até agora, poços artesianos foram instalados em duas comunidades, São Jose de Piranhas e Monteiro (PB). “A falta de água é visível e é um problema meteorológico, não tem como negar. O que podemos fazer é gerar conhecimento para quem tem difícil acesso”, destaca Rodrigo Bittencourt.

O grupo também conta com um projeto de conhecimento das árvores nativas. “Eles passam a conhecer os frutos, produzem doces que podem ser vendidos, por exemplo”, destaca Rodrigo, que já viu a iniciativa passar por 12 cidades do estado.

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Comida, água e muita boa vontade são presenças obrigatórias
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A interação entre população e projeto são essenciais para entender as necessidades do sertão nordestino