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Pequena ajuda, grande mudança

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

A cada ano 12,7 milhões de pessoas são diagnosticados com câncer no mundo; a maior parte delas perde os cabelos devido ao tratamento, mas encontram apoio em ONGs

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook
Além de doares, a ONG também conta com mais de 10 voluntários

Em 2013, Elizabeth Lomaski foi diagnosticada com câncer de mama. Por sorte ou destino, ela não perdeu os cabelos por conta do tratamento da doença. Logo, aos 49 anos, ela sentiu que deveria agradecer sua sina: resolveu doar seus fios a alguém que precisasse. Na época, comentou sobre a iniciativa com uma amiga, que também se mobilizou e resolveu fazer o mesmo. “Ela me deu um empurrãozinho. Eu percebi que conversando consegui gente para participar e fazer doações, então resolvi montar uma página no Facebook”, conta a fundadora da ONG Rapunzel Solidária.

Um ano depois, em 2014 o projeto começou a acontecer. Hoje, mais de 10 voluntários são os responsáveis pela iniciativa, entre eles os dois peruqueiros Luiz Crispim e Toninha Rocha que confeccionam as perucas voluntariamente.

Mensalmente, são entregues 30 perucas. Para cada uma delas, são necessários pelo menos 200 gramas de cabelo, de diferentes doadoras. As mechas para a confecção de uma única peruca são separadas pelas semelhanças. Elas também passam pelo cardeamento — uma “escovação” dos fios, para que apenas os mais longos e bonitos sejam selecionados. Na etapa seguinte, os cabelos são costurados lado a lado com uma linha especial. Depois de juntos, os fios são costurados na estrutura da peruca, já no formato de uma cabeça.

Depois de pronta, elas são doadas (por intermédio de um formulário virtual feito pela ONG) a qualquer pessoa que esteja sofrendo pela falta de cabelos.

Fotos: Arquivo pessoal
Fotos: Arquivo pessoal
Antes, durante e depois do tratamento de Andréa Sandra. A direita, ela usa a peruca ganhada pela ONG

Mudança física e psicológica

Andréa Sandra Júlio Filho, 49 anos, começou o seu tratamento contra o câncer de mama em junho de 2016. Com a queda de cabelo e todas mudanças que a doença provoca no corpo, a paulista buscou diferentes recursos para suprir a falta dos fios: “Eu chorei muito quando os meus cabelos caíram, foi desesperador. Comecei a usar o lenço, mas não me sentia incluída porque ele me deixava com a assinatura da quimioterapia estampada”, explica ela.

Foi então que Andréa buscou a ONG Rapunzel Solidária, que a mudou por dentro e por fora. “Com a peruca eu me sentia mulher, comecei a ter prazer em me arrumar, usar penteados e fazer a maquiagem. Minha autoestima me fez superar a depressão, a querer sair e viver, apesar de todo o mal-estar das quimioterapias. É impressionante como transformou a minha vida”, conta.

Para doar

Na hora de cortar o cabelo que será destinado à doação, é preciso que ele esteja seco e bem amarrado no elástico. O comprimento ideal da mecha são 15 centímetros, contudo, a instituição aceita fios menores. Além disso, todos os tipos de cabelo são recebidos pela ONG, mesmo que com química.

A ONG recebe as doações por correio: Associação Rapunzel Solidária – Caixa Postal 57007 – CEP 04089-972 – São Paulo.

Foto: Débora Balthazar/Divulgação
Foto: Débora Balthazar/Divulgação
Na hora de cortar, alguns cuidados são necessários com o cabelo: estar seco e bem preso com elástico