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Os quatro passos para o perdão incondicional

Bia Nobrega (*)

Foto: Divulgação
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“Não há como voltar no tempo. Só aprender e não repetir os mesmos erros”

O ato de perdoar tem muita coisa implícita. E esse gesto de amor, que muitos ainda relutam em praticar, resulta em uma enorme paz interior e também a todos ao redor. Além disso, está comprovado que a atitude impacta positivamente na qualidade de vida.

E isso não é puro achismo. De acordo com pesquisadores da Universidade do Tennessee (EUA), as pessoas tendem a se sentir menos hostis, irritadas e chateadas quando param de se vingar e perdoam, melhorando inclusive a qualidade de sono, tensão, raiva e fadiga. De acordo com o Journal of Behavioral Medicine, as pessoas capazes de perdoar incondicionalmente vivem por mais tempo do que aquelas que perdoam mediante alguma condição, por exemplo, um pedido de desculpas.

Todos nós queremos ter valor e ser valiosos para nossa família, amigos, e também nas relações acadêmicas, trabalho, ou na sociedade em geral. Portanto, quando alguém aparentemente invalida, ignora ou subestima a nossa importância, anulamos a percepção de valor e passamos a desejar vingança contra aqueles que nos desvalorizaram.

Mas e se você reconhecer que o outro não tem a mesma noção de correto, ou entender que esperei um comportamento que eu teria, e que isso tem tudo a ver comigo e não com ele?  E se, por fim, eu for capaz de compreender que não tenho como controlar, avaliar ou deduzir como o outro vai agir ou reagir ou o que ele vai sentir? Assim como você, o outro só fez aquilo que estava ao alcance dele, ou o melhor que ele tinha para fazer naquele momento. Egoísmo? Aceitação? Afinal, cada um traz uma história e marcas diferentes.

E não há como voltar no tempo.  Só aprender e não repetir os mesmos erros e se autorresponsabilizar pelo que sente é o primeiro passo, ou seja, o “ele(a) me magoou” deve dar lugar para o “eu estou magoado(a)”.

O segundo passo é nutrir o sentimento de compaixão compreendendo que nós podemos também errar, assim como aconteceu com o outro.

O terceiro passo é querer verdadeiramente perdoar, com todo o seu amor e aceitar que ele não teve culpa pelo mal que lhe causou.

O quarto passo é escolher se retoma o convívio com quem o magoou ou se simplesmente descarta essa relação porque ela não lhe serve mais.

Enfim, o perdão nos possibilita deixar o passado para trás e viver uma vida mais leve, feliz e satisfeita, mesmo com e apesar de tudo que aconteceu e nos confere autonomia emocional para escolher e modificar nossos caminhos, independentemente de fatores externos.

Portanto, seja inteligente, perdoe e seja mais feliz.


* Bia Nóbrega é coach, mentora, palestrante e atua há mais de 19 anos na Área de Recursos Humanos em empresas líderes em seus setores. Graduada em Psicologia pela USP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV-SP.