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Menos dor, mais amor

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Iniciativa oferece tratamento gratuito para crianças e adolescentes com doenças reumáticas

Fotos: Divulgação
Foto: Divulgação
Cerca de 1.300 crianças são beneficiadas pela iniciativa anualmente. Isso resulta em quase 7.500 atendimentos todos os anos.

Depois de quase quatro anos e uma série de diagnósticos errôneos, Roseli de Abreu finalmente descobriu o que o filho, o pequeno Felipe tinha. A febre, as dores nas articulações e as manchas avermelhadas acometiam a criança há algum tempo. “Na época, fomos ao pediatra, ao dermatologista e outros médicos. Eles deram antibióticos e corticóides, mas os medicamentos melhoravam os sintomas apenas temporariamente”, lembra Roseli. Ela conta que, com o tempo, o filho foi perdendo a vontade de comer e brincar. Tempo depois, foi descoberto que Felipe tinha Artrite Idiopática Juvenil (AIJ). “Nunca tínhamos ouvido falar na doença, por isso, era algo totalmente novo e espantoso. Foi terrível ouvir que é alho incurável”, ressalta a mãe.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a AIJ é uma doença inflamatória crônica. Ela acomete as articulações, entre outros órgãos, e tem a artrite como principal manifestação clínica. Estima-se que, no Brasil, cerca de 150 mil indivíduos com idade entre zero a 18 anos possuem doenças reumáticas.

Com o resultado positivo, Felipe entrou para as estatísticas e começou o tratamento. Encontrou apoio na Acredite, Amigos da Criança com Reumatismo. O projeto, criado em 2001, oferece um tratamento de qualidade a crianças e adolescentes diagnosticados com doenças reumáticas, que não têm cura, mas pode ser controlado.

“O doutor Claúdio Len, da Unifesp e pediatra, notou que no SUS (Sistema Único de Saúde), devido à burocracia, o diagnostico era tardio e, por vezes, errôneo”, conta Bianca Accurti Python, voluntária na Acredite. “A princípio, ele arrecadava dinheiro para oferecer remédio aos pacientes. Com o tempo, percebeu que podia fazer mais e viu os serviços oferecidos crescendo”.

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Especialistas de diversas áreas auxiliam nos tratamentos. A Acredite oferece acompanhamento contínuo aos pacientes.

Hoje, a Acredite conta com apoio de fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e até dentistas. “Muitas crianças têm dificuldade de coordenação e consequências gástricas devido as bombas de remédios, por isso, esses serviços complementares são oferecidos”, ressalta Bianca. “Por causa das medicações, eles engordam e muitos perdem a vontade de viver. Através do carinho, do incentivo e do trabalho de tantos profissionais evoluem muito”, lembra Roseli.

O serviço acontece na Vila Clementino, na Capital paulista. O grupo recebe crianças, adolescentes e suas famílias vindos de todo Brasil. “Além de tudo, eles nos ajudam a obter o adesivo especial para colocar nos carros e conseguir estacionar em locais próprios para pessoas com deficiência”, conta, agradecida, Roseli.  “A Acredite nos ajudou a lutar, a voltar a sonhar e a buscar forças onde já não tínhamos mais. Vejo no Acredite uma amostra grátis do céu”, ressalta a mãe de Felipe, que hoje tem 17 anos.