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Luz e esperança

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Garrafas pet iluminam ruas, casas e vidas por meio de projeto que utiliza energia sustentável

Fotos: Julia Davila/Divulgação
Foto: Julia Davila/Divulgação
O projeto instala postes de luz em regiões sem acesso à energia

Uma garrafa pet, uma bateria, cano PVC e uma placa de energia solar são itens capazes de mudar vidas. Pelo menos, é isso que acredita Laís Higashi, presidente da ONG Litro de Luz. Desde 2014, a jovem participa ativamente das ações do grupo que leva iluminação — e um tanto de esperança— a locais vulneráveis, onde ter eletricidade em casa é privilégio.

É o caso Dominguinhos. A comunidade Ribeirinha da Amazônia, até setembro de 2016, não contava com nenhum tipo de lâmpada elétrica. Lá, a população sentia dificuldades para andar pelas ruas ao anoitecer e não conseguia jantar com segurança. “Era difícil com a energia que tínhamos aqui. Às 21 horas, tudo apagava e ficávamos no escuro”, conta Dona Luzia, moradora da região. “Precisávamos comer umas quatro, cinco da tarde. Comprava dois maços de vela para que a gente pudesse comer sem medo de se engasgar. Dormíamos cedo porque era muito escuro”, lembra a senhora.

Foto: Julia Davila/Divulgação
Os moradores das comunidades se engajam para poderem fazer a manutenção destes recursos

Segundo o IBGE, em 2009, cerca de 1,09% da população brasileira não tinha acesso a luz em seus domicílios. Em 2014, a estimativa era de que 257 mil casas estivessem desligadas do mundo elétrico. A partir de ideias simples e de custo baixo, a ONG Litro de Luz ajuda a diminuir este déficit.

Com auxílio de patrocinadores e doações, eles viajam o Brasil e conhecem comunidades que necessitam da ação. “Para a gente fazer acontecer, o local também precisa ter engajamento da população. Contamos com eles nas iniciativas e queremos prepará-los também”, conta Lais. “Quando vamos embora, eles precisam cuidar da iluminação e fazer a manutenção, por isso esse envolvimento é tão importante”.

Foto: Julia Davila/Divulgação
Além de postes, lampiões também são feitos para ambientes internos

Na Amazônia, a Escola Municipal São Lazaro foi o local em que os voluntários ofereceram aos embaixadores, representante da comunidade, capacitação. Os moradores aprendem como montar o recurso que trará luz para a região e também para suas moradias. Além de postes, são fabricados também lampiões.

Hoje, o projeto está presente em cinco continentes e em mais de 20 países. No Brasil, o Norte e o Nordeste são as regiões mais impactadas pela iniciativa. “Lá, muita gente ainda não tem rede elétrica. Isso muda tudo. Eles não têm como refrigerar comida, por exemplo”, lembra Lais.

“O projeto melhora a qualidade de vida deles. Por enxergarem, eles não têm mais medo de serem assaltados, em zonas urbanas, ou de pisarem em cobras, em zonas rurais. A população é empodeirada”, afirma Laís. Segundo ela, o impacto social nessas localidades faz com que as pessoas se sintam úteis quando ajudam. “Elas percebem que podem fazer algo que melhora sua vida e das pessoas ao seu redor”, finaliza.


MAIS INFORMAÇÕES:
https://www.litrodeluz.com/