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Leite sobre duas rodas

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Conheça as motociclistas norte-americanas que transformam hobby em boa ação

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Segundo o grupo, mulheres não são facilmente aceitas em clubes masculinos de motociclistas

Foi assistindo a um vídeo sobre motociclistas brasileiros entregadores de leite materno em São Paulo, que a norte-americana Julie Bouchet-Horwitz encontrou inspiração para seu novo projeto. Em 2016, quando estava prestes a abrir um banco de leite em Nova Iorque, a visionária ficou presa no trânsito do distrito de Manhattan. Com seu carro parado, Julie viu uma motocicleta ultrapassar o veículo e lembrou-se da velocidade e manobras que conhecerá no vídeo vindo do hemisfério sul — queria isso para suas entregas.

Logo, a empreendedora começou sua busca por motociclistas dispostas a fazer o trabalho. ”Eu queria um grupo de mulheres, porque somos uma empresa majoritariamente feminina, somente mulheres doam leite e eu pensei que seria o elemento que precisávamos”, explica Julie.

Ela encontrou, em uma pesquisa na internet, o Sirens, um clube nova-iorquino de mulheres motociclistas. “Eu fiquei muito animada com a ideia do trabalho voluntário, então eu a apresentei ao resto do grupo e nós decidimos nos envolver com a causa”, conta Jen Baquial, presidente do clube.

O trabalho delas é simples, mas importante. O leite doado precisa ser retirado das instalações do banco de leite e levado à área de Manhattam, para hospitais e pequenas crianças. As entregadoras sob duas rodas são convidadas cerca de quatro vezes por semana para fazer o trabalho — as datas incluem, muitas vezes, finais de semana e feriados.

Foto: Divulgação
As motociclistas encontraram na entrega uma forma de fazer o bem à sua comunidade

Para organizar os afazeres, um grupo no WhatsApp foi montado. “O banco de leite nos manda uma mensagem sobre a entrega que eles precisam. Quem de nós estiver disponível, vai”, explica Jen. Atualmente, dez membros do clube participam ativamente da iniciativa. A maior parte delas, entretanto, não aceita as ajudas de custo oferecidas pelo banco. “Eles pagam pela gasolina e pedágios, mas nós não aceitamos e consideramos isso como uma doação ao instituto”, conta.

“Enquanto mulheres, temos uma conexão grande com essa necessidade e os problemas relacionados a amamentação. Nosso clube foca toda nossa caridade e trabalho voluntário na saúde das mulheres, então iniciativas como essas são perfeitas para nós”, diz Jen, entusiasmada.  “Entregar leite a um bebê que precisa, realmente, completa o desejo que alguém tem de fazer o bem. É uma situação de ganho mútuo para todos: o banco de leite, o hospital ou bebê e o voluntário”, ressalta Julie.

O Sirens foi fundado em 1986 para empoderar motociclistas mulheres em Nova Iorque. Segundo o grupo, lá, elas não podem fazer parte de clubes masculinos — pelo simples fato de serem mulheres. O clube também comanda a Parada nova-iorquina do orgulho LGBT desde início do projeto. “Somos todos os tipos de mulheres apaixonadas motocicletas e que sabem o valor de um bom trabalho na nossa comunidade”, finaliza Jen.


MAIS INFORMAÇÕES
https://www.facebook.com/sirensnyc/
https://www.facebook.com/NYMilkBank/