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No meio do cinza, verde

Bianca Mascara, especial para o Cidadania

ONG organiza hortas comunitárias em plena Zona Leste de São Paulo, proporcionando uma fonte de renda e alimentação saudável na comunidade e também nas escolas da região

Foto Divulgação
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Hans Dieter Temp ajudou escolas a mudarem a merenda escolar, trazendo mais saúde para as crianças
Fotos Divulgação
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Crianças aprendem a cuidar das plantas e valorizar o meio ambiente
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Hortas na Zona Leste de São Paulo aproveitam espaços urbanos com benefícios a sociedade

Concreto, barulho e agitação são três características que resumem a cidade de São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo. Todavia, em meio a esse cenário surge uma horta comunitária. Na Zona Leste da capital paulista, a ONG Cidades sem Fome transformou terrenos baldios em hortas, que geram renda e melhoram os hábitos alimentares dos moradores da região. No lugar do lixo, verde.

As 21 hortas fomentadas pelo projeto estão na Zona Leste de São Paulo. Uma delas, está localizada ao lado da comunidade do Promorar 2, no bairro de Itaquera, próximo ao local onde é erguido mais um gigante de concreto, o Estádio Fielzão, como foi apelidado pelos torcedores do Corinthians e que abrigará a Copa do Mundo 2014.

O projeto foi organizado por Hans Dieter Temp, coordenador e fundador da ONG, e agora segue sob administração dos próprios moradores da comunidade. Depois de passarem por cursos de capacitação, as famílias selecionadas para participarem do projeto cuidam do desenvolvimento da horta e usufruem da produção para consumo próprio, bem como vendem os excedentes, reforçando a renda familiar, uma vez que a produção é ininterrupta ao longo do ano. Todo o lucro obtido é calculado e dividido igualmente entre os trabalhadores da horta.

Além da renda, a horta comunitária tornou a vida das famílias mais saudáveis, incluindo verduras na alimentação, um hábito que é esquecido em muitas mesas de jantar. Outro fator favorável da horta é que tudo é produzido de forma natural, ou seja, sem uso de agrotóxicos.

A horta se mantém sempre verde graças ao trabalho e administração das famílias, mas nem sempre foi assim. Antes da ação da ONG Cidades sem Fome, predominava lixo e entulho em muitos dos locais. O acúmulo desses resíduos causava um sério problema ambiental, pois tornava o local propício para o desenvolvimento de animais vetores de doenças, além da contaminação do solo. Uma realidade oposta à atual.

As hortas não ocupam apenas terrenos baldios, algumas delas foram implantadas em escolas. Os pequenos administradores são os estudantes. Eles plantam, colhem e comem, já que as verduras foram incluídas na merenda escolar. “É importante também, porque forma um espaço diferenciado na escola e constitui uma atividade extracurricular, onde as crianças aprendem a cuidar e adquirem novos hábitos alimentares, pois elas participam do processo de produção. Elas recebem uma educação ambiental e dificilmente serão destruidoras do planeta no futuro”, acrescenta Hans.

O incentivador do projeto conta como as hortas influenciam no aprendizado das crianças. “Em uma das escolas, fizeram canteiros com hortas para cada uma das salas de aula, então se formou uma competição saudável entre os alunos, que competem para ver quem tem a horta mais bem cuidada”.

A ONG Cidades sem Fome quer reaplicar a experiência bem sucedida na Zona Leste em outras áreas do São Paulo e do Brasil, como o Nordeste e o Sul do país. Para tanto, é preciso recursos financeiros, por isso a ONG trabalha para angariar fundos por meio de patrocínios e dar sequência ao projeto de hortas comunitárias. “Queremos atuar em outras frentes”, explica Hans.

O trabalho da ONG Cidades sem Fome já foi reconhecido e contemplado com diversos prêmios, dentre os quais se destaca o prêmio Dubai International Award for Best Practices 2010. O projeto de Hans Dieter Temp foi selecionado junto com outras 11 associações de todo o mundo.