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Aproveitamento de espaços urbanos

Hans Dieter Temp (*)

Foto Divulgação
Foto Divulgação
Hans Dieter Temp, à direita, foi responsável pela inclusão de hortas nas escolas e na comunidade

Em Superar a insegurança alimentar e nutricional, com sustentabilidade ambiental e econômica em regiões metropolitanas é hoje um dos maiores desafios para sociedades de todo o mundo.

Reduzir a fome e o desemprego e, ainda, devolver à terra sua função de produzir tem se consolidado cada vez mais como responsabilidade de agentes sociais, comunidades e poder público.

O aproveitamento de espaços urbanos disponíveis ou sub-utilizados, por meio do cultivo de frutas, hortaliças e plantas medicinais é uma tendência de futuro, que extrapola as iniciativas pioneiras em pátios de escolas ou creches.

A agricultura está entre as principais vocações econômicas de muitos espaços periféricos urbanos e metropolitanos. Sua proximidade com o mercado consumidor faz dela uma atividade dotada de grande potencial de crescimento. As hortas comunitárias possuem uma elevada capacidade de geração de emprego e de renda e permitem a criação de empregos sustentáveis a custos relativamente baixos.

Dentre as contribuições ambientais, podem ser destacadas a diminuição do acúmulo e a melhoria da qualidade da água.

Uma parcela de lixo orgânico pode ser reciclada em compostos para fertilização dos solos e os recipientes, principalmente plásticos, podem ser reaproveitados para a produção de mudas e cultivo de algumas espécies.

O valor estético de espaços verdes, a formação de microclimas, o combate a doenças por meio de uma alimentação diversificada e o poder curativo das plantas medicinais são componentes da qualidade de vida proporcionadas pela agricultura urbana e pelas hortas comunitárias.

Entre tantas possibilidades e iniciativas, sem dúvida, o desenvolvimento da agricultura urbana e das hortas comunitárias tem importante papel para contribuir para o futuro da sustentabilidade das cidades.

Apesar do contexto urbano que caracteriza os bairros de uma maneira geral, existem na cidade de São Paulo e em suas regiões periféricas um grande número de áreas ociosas sem nenhum tipo de construção ou utilização específica. São áreas privadas e públicas, pertencentes à órgãos como prefeituras, Petrobras, Transpetro, Eletropaulo, Incra, Cohab e outros. Essas áreas sem destinação própria representam um grande passivo para as comunidades dos entornos e também para a municipalidade, uma vez que sem utilização adequada, transformam-se em depósitos clandestinos de lixo e entulho, proporcionando condições favoráveis para as ocupações ilegais e desordenadas de moradias e a transformação dos espaços periurbanos em favelas e guetos.

O objetivo do projeto é transformar essas áreas em locais produtivos, trazendo melhorias sociais, ambientais e econômicas para as populações, utilizando os próprios moradores dessas áreas com atores da transformação social.

A oferta de alimentos e renda adicional em comunidades onde há violência e desemprego é determinante para o desenvolvimento de processos de cidadania.

A violência está diretamente ligada à falta de ocupação, de oportunidades de trabalho, de oportunidades de inserção no contexto diário das atividades da sociedade, da exclusão total e irrestrita das políticas públicas de apoio à geração de renda e capacitação profissional.

A violência e o desemprego são inversamente proporcionais ao desenvolvimento social de uma nação.

O significado de uma renda adicional e a disponibilização de alimentos na mesa de comunidades carentes podem significar uma redução nas estatísticas da criminalidade local, uma redução nos números de crianças que apresentam deficiências alimentares ou desnutrição completa.

A Organização Cidades sem Fome, com o projeto das hortas comunitárias e agricultura urbana, busca romper as barreira das impossibilidades e improbabilidades e os resultados mostram-se espetaculares, trazendo benefícios para centenas de pessoas e o mais importante, transforma regiões antes deficitárias em pólos de produção e de desenvolvimento. As mulheres e as pessoas de terceira idade são os grupos que mais se beneficiam do projeto, uma vez que permite conciliar suas atividades domésticas com as atividades de produção e comercialização da horta.

Maiores informações sobre o projeto podem ser obtidos no site: www.cidadessemfome.com.br

* Hans Dieter Temp - Fundador/Coordenador de Projetos - Organização Cidades sem Fome