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Impacto do ecoturismo sobre a fauna e a flora

Vininha F. Carvalho (*)

Fotos: Divulgação
Foto: Divulgação
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Algumas leis foram criadas para defender os animais, mas ainda não estão sendo  cumpridas, por isto o ideal é que nós busquemos implantar maneiras de impedir que ocorram  certas atitudes reprováveis. Nas áreas sob propriedade privada, cabe ao proprietário estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público, observadas as exigências e restrições legais.

Cabe a nós, indivíduos, fazer do ecoturismo uma ferramenta para o despertar responsável de cada um, transformando-se num instrumento capaz de reafirmar o papel do indivíduo no mundo, se preocupando com a sustentabilidade, com a educação ambiental e com a inclusão social.

Precisamos desenvolver “códigos de conduta” voluntários, a fim de controlar os impactos ambientais e sociais de funcionários e clientes, e  assegurar que o cumprimento destes códigos seja monitorado adequadamente.

Os safáris fotográficos devem ser realizados somente dentro das trilhas, para permitir a renovação da flora com as mudas que estão em crescimento mantendo assim o sistema da vida sempre puro e renovador do meio selvagem. Colheita de plantas nativas pelos visitantes também deve ser proibida.

“As visitas às áreas de preservação devem acontecer num horário padrão, caso contrário poderá ocasionar o estresse nos animais nativos. A transmissão de doenças para os animais selvagens ou mudanças repentinas da saúde deles através da perturbação de rotinas diárias ou aumento dos níveis de estresse, apesar de não aparentes para o observador casual, podem se traduzir em taxas de sobrevivência e procriação menores”, disse à “New Scientist” o pesquisador Philip Seddon, da Universidade de Otago em Dunedin, na Nova Zelândia.

As  placas de sinalização não devem utilizar arames, pregos ou qualquer objeto estranho para serem colocadas em espécimes vegetais, porque além de prejudicar a saúde dos espécimes vegetais provocando o estrangulamento e saída da seiva, enfraquecendo-as, é de  péssimo gosto visual ver essa agressão.

A sinalização  pode  existir em toda a propriedade, mas de maneira discreta para  evitar a poluição visual , principalmente nas trilhas e locais de fragilidade maior do meio ambiente. As placas devem ser  fincadas no chão e não amarradas ou pregadas. Alimentar  ou tentar domesticar os animais silvestres é muito prejudicial , porque eles passarão a depender da alimentação dada pelo homem provocando um descompasso no equilíbrio ecológico.

Biólogos e ambientalistas estão preocupados com os ursos polares, golfinhos, pinguins e outras criaturas por estarem ficando estressadas, perdendo peso e algumas estão até morrendo, devido ao aumento da presença humana em seu ambiente. Os ambientalistas estão pedindo que sejam realizadas  novas pesquisas avaliando o impacto do ecoturismo sobre os animais e, dizem que esta atividade deve se desenvolver respeitando o meio ambiente. O bem-estar dos animais e a preservação da flora devem estar acima de tudo. Afinal, sem eles, não haverá mais o ecoturismo.


* Graduada em administração de empresas e economia, especializada em marketing turístico, com aptidão para produzir reportagens que envolvam questões na área ambiental (incluindo ecoturismo) e relativas a animais. Atuante em entidades e projetos com enfoques social e ambiental.