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Fora das quatro linhas

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Campeão da Copa do Mundo de 2002 e aposentado, Cafu deixou de fazer bonito no campo e investiu em fundação no bairro onde cresceu

Fotos: Divulgação
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Atividades musicais são oferecidas para pessoas de todas as idades

Foi no jardim Irene, na Capital paulista, onde nasceu e cresceu, que Marcos Evangelista de Morais tirou do papel o sonho de seus pais, Célio de Morais e Cleusa Evangelista de Morais. O objetivo do futebolista e de sua família era impactar a região de onde Marcos saiu para se tornar Cafu e, mais tarde, erguer a taça da Copa do Mundo. Depois da conquista do pentacampeonato mundial, em 2002, ele voltou a suas raízes, no terreno onde jogava futebol na infância, e fez de lá um local de mudança social.

Dois anos depois da conquista do título com a Seleção Brasileira de futebol, Cafu começou o trabalho da fundação, que leva seu nome. De lá para cá, não parou de impactar vidas e a própria comunidade, em uma região de alta vulnerabilidade social. O objetivo inicial, de impactar os mais jovens se desdobrou. “O foco eram as crianças e adolescentes. Mas conforme a Fundação foi ganhando forma, os projetos foram crescendo, a gente viu que a demanda era maior do que aquilo que a gente esperava”, lembra Flávia Alves, coordenadora social da iniciativa, que hoje atende todas faixas etárias.

Foto: Divulgação
Lutas também fazem parte do projeto da Fundação Cafu

Hoje, o projeto abastece com atividades sociais, culturais e esportivas a região, que antes, por muitas vezes, foi esquecida. Para manter-se de pé, além de contar com o investimento do próprio jogador, o grupo também recebe doações, faz campanhas de arrecadação e bazares.

Para quem tem disponibilidade e vontade, as atividades são amplas e variadas. “No início do ano, abrimos um leque de atividades, tanto culturais quanto de esporte. A criança e a família escolhem o que querem fazer durante o ano. Temos crianças que vêm aqui seis dias por semana, de segunda a sábado”, conta Flávia.

Thiago Gomes da Silva, 16 anos, estudante do segundo ano do ensino médio, é um dos beneficiados. Para ele, sua vida foi transformada pelo projeto. Morando a cerca de 30 minutos da fundação, ele é um frequentador assíduo do espaço, onde faz aulas de grafite, informática, participa do “brincando com bola” e ainda encontrou sua futura profissão no projeto de audiovisual.

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Crianças são beneficiadas pela iniciativa, que conta com cultura e educação como ferramenta

Resgate da autoestima

Apesar de ter participado da Fundação Cafu ainda na infância, Thiago Gomes deixou de frequentar a inciativa em um momento difícil da vida, por problemas familiares. Passou, então, por uma fase conturbada. “Eu era um garoto problemático, vivia na rua, andava com pessoas erradas. Eu já fugi de casa, já roubei, já fiz muitas coisas erradas. Não me orgulho disso, mas eu já fiz”, recorda. A página virou quando se deu conta de que precisava encontrar um novo rumo. O caminho, segundo ele, foi a Fundação Cafu, retomado a pouco mais de um ano.

“Muita coisa mudou na minha vida. Ela fez com que eu abrisse minha mente para o mundo, eu tive a oportunidade de alguém acreditar em mim, porque, ninguém dava nada para mim”, lembra o jovem. Para ele a Fundação ajuda na construção de cidadãos melhores. “Você evolui como filho, como amigo, como aluno”, conclui.

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Cursos profissionalizantes ajudam os beneficiados a se inserirem no mercado de trabalho

Para Flávia, a iniciativa, que também oferece atividades esportivas, ajuda a promover um ambiente mais saudável para os seus 680 beneficiados. “A gente coloca a questão de qualidade de vida, de saúde, convivência. Mas principalmente na relação, interação e convívio saudável entre as pessoas. Trabalhamos muito questão de regras e que nem tudo é competição, que é uma questão de prática de cidadania. De estar com o outro, respeitar o outro”, destaca.


MAIS INFORMAÇÕES: http://fundacaocafu.org.br/