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Educar para mudar

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

ONG apoia estudantes e projeta jovens para o mercado de trabalho

Fotos: Divulgação
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Ao todo, 240 jovens são beneficiados semestralmente

No início do segundo semestre de 2017, aos 18 anos, Francisco Renildo de Aquino Duarte já sabia que queria ser fisioterapeuta. Não sabia, entretanto, como alcançar seu objetivo. A falta de conhecimento sobre o mercado de trabalho poderia diminuir suas chances de conquistar o primeiro emprego. Outra oportunidade, entretanto, deu-lhe a experiência que o jovem acredita ser necessária para ter um projeto de vida estruturado. Aluno do curso de capacitação gratuita oferecido pelo Instituto Proa, Francisco afirma que, hoje, está mais preparado para a vida.

“Eu não tinha vivência e conhecimento, estava buscando oportunidades e conhecimentos e então fui até a Proa”, lembra o jovem. “Lá, consegui evoluir e estruturar um projeto de vida para mim”, destaca. Além das aulas, são oferecidos vale transporte, material didático e uniforme, com o intuito de preparar os adolescentes para a vida e apoiá-los em suas decisões. Para instigar a cidadania e mostrar que essas pessoas pertencem a cidade, atividades culturais, como visitas a museus e pontos turísticos, além de idas ao cinema, também são ofertadas. A iniciativa espera que os jovens passem a se conhecer e a entender seu lugar no mundo. “A cultura é fundamental. Com ela, os jovens se educam, falam melhor, têm mais repertório e sentem que aquele espaço pertence a eles também”, explica Rodrigo Dib, Diretor Executivo do Instituto Proa.

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A ONG quer atender as demandas do mercado de trabalho, ajudando os futuros profissionais

O ensino também é voltado para o mercado de trabalho. “Ao invés de português, ensinamos comunicação. No lugar de matemática, educação financeira”, conta Rodrigo. “Trabalhamos conceitos importantes em um emprego, como ética e pontualidade, para que eles construam um projeto de vida bem estruturado”, destaca o entusiasta. “Antes, eu não tinha muitos conhecimentos sobre plano de carreira. Fui direcionado e hoje tenho um norte. Sei lidar com situações em empresas que antes não saberia”, conta Francisco.

Visitas a organizações e workshops de entrevista de emprego, como se realmente valessem uma vaga, também fazer parte do projeto gratuito. Para Gabrielly Sadovski, ex-aluna do Proa, esse contato com o mercado faz toda diferença. “Vejo como estou mais preparada que alguns concorrentes na hora dos processos seletivos”.

Estudante de Políticas Públicas, Gabrielly tem bolsa integral em uma universidade particular da Capital paulista. Ela acredita que só conseguiu direcionar sua vida e carreira graças aos aprendizados adquiridos na Proa. “Lá, eles geram oportunidades e plantam sementes. Quero, no futuro, assim como eles, dar espaço a jovens por meio da educação”, destaca a estudante.

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Além de aulas teóricas, são oferecidas aulas práticas e visitas em museus e até empresas

Com o objetivo de empregar todos participantes, desde 2007, a iniciativa faz uma gestão com avaliação de resultados, para ver se efetivamente mudaram a realidade dessas pessoas. Para isso, eles acompanham a trajetória do jovem desde o momento da inscrição até três anos depois de formado. Segundo Dib, 78% dos 3.900 beneficiados estão no mercado de trabalho – com média salarial de R$ 1300,00. Ainda, 60% estão na faculdade e muitos são os primeiros de suas famílias a ingressarem no ensino superior. “Queremos indicar todos para bons empregos. Aqui, eles aprendem um planejamento a longo prazo e percebem que é possível se lutarem e correrem atrás”, ressalta Dib.

Para participar, é preciso ter entre 17 e 19 anos, estar no último ano do ensino médio ou ter se formado recentemente. “Acima de tudo, é importante ter brilho no olhar. Queremos pessoas que têm vontade de transformar suas vidas”, finaliza.


MAIS INFORMAÇÕES: http://www.proa.org.br/