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Divórcio e alienação parental: como lidar

Paulo Eduardo Akiyama (*)

Foto: Divulgação
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Não há uma formula mágica ou matemática para aplicar nos casais que decidem separar

Ao longo dos anos que acompanhamos pais com problemas de guarda de seus filhos, é nítido, nos casos mais calorosos, que o divórcio ou a separação do casal foi traumática, um total desastre, levando a falência do relacionamento. Nestes casos, sempre há uma discussão em relação aos bens do casal, onde uma parte entende que a outra não merece participar com o quinhão que lhe pertence, incluindo nesta pauta a guarda dos filhos.

Em diversos processos de guarda de menores, há a citação de que o genitor ou genitora não está cumprindo com a divisão dos bens, ou seja, sempre surge uma discussão em razão de valores.

Quando no processo de divórcio a guarda dos filhos provisoriamente fica a cargo da genitora (99% dos casos), estabelece-se uma verba de alimentos provisória, devendo o genitor ser o provedor de tal valor.

É muito comum também o genitor usar o argumento de que o valor determinado para alimentos é exagerado e que não vai dar dinheiro para manter luxos da ex-esposa.

Ou seja, como já dito, uma discussão insana e insensata por ambos e que acaba por atingir a prole e expor ao perigo de sofrerem alienação parental, tanto pela parte de um como do outro.

Constata-se que, na maioria dos casos de separação de casais, as vitimas são as crianças. Foram elaboradas pesquisas nos Estados Unidos que demonstram que os filhos de casais separados afirmam que a separação dos pais sempre lhes afetaram de forma negativa.

Esta perda, ou seja, a percepção de ter perdido a família, acaba sendo uma espécie de luto para os filhos, devido a sensação de vazio. As crianças se sentem usadas como sendo espiões, fofoqueiros, criando assim, mais um conflito psicológico. Estas, irão se sentir usadas pelos seus pais para espionarem.

Sabemos que, uma situação de divórcio é diferente da outra, assim como, uma família é diferente da outra, ou seja, cada casal e filhos possuem suas particularidades. Portanto, entendemos que não há uma formula mágica ou matemática para aplicar nos casais que decidem separar. Mas há, uma principal meta que precisamos fazer todos entenderem, e que, a medida que esta compreensão seja ampliada, haverá a diminuição dos efeitos da alienação parental.

Assim, ambos devem proporcionar aos filhos o máximo que podem na condição de pais separados. Conviverem com seus filhos o máximo que puderem de forma sadia e salutar.

Alienar parentalmente as crianças em função de um divórcio mal resolvido, não é a solução, pois as vitimas são seres humanos que não pediram para estar neste campo de batalha e muito menos pediram para serem usados como objetos por parte de seus genitores insatisfeitos.


(*) Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados, atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.