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De portas abertas

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Projeto auxilia jovens em liberdade assistida a retomar espaço na sociedade

Fotos: Divulgação/Comec
Foto: Divulgação/Comec
A arte presente em seu cotidiano faz com que a entidade estreite o relacionamento com os jovens

As poucas palavras de AC* falam muito. Sua vida nunca foi das mais fáceis e, aos 17 anos, ela lhe mostrou que as escolhas momentâneas reverberam por muito tempo. Ainda na adolescência, se tornou um menor infrator. A justificativa: “Enxerguei uma forma de ganhar dinheiro fácil”. Veio, então, a consequência e ele entrou nas estatísticas. Tornou-se um dos milhares de jovens que cumprem liberdade assistida no Brasil (em 2016 eram quase 70 mil). “Minha situação está um pouco difícil, mas aos poucos melhorando”, destaca o jovem, que recebe apoio do Centro de Orientação ao adolescente de Campinas (Comec). “Ele me ajuda nas minhas necessidades e aquilo que eu preciso”.

Foto: Divulgação/Comec
Atividades esportivas também são incentivadas pela Comec

A liberdade assistida não tira de AC* todas as possibilidades, já que na medida socioeducativa o jovem não tem a privação de sua liberdade. Para garantir ainda mais apoio a esses jovens, a Comec presta atendimento ao adolescente e seu grupo familiar durante execução da medida. “Nosso objetivo não é só evitar que o adolescente venha novamente a praticar ato infracional, mas, sobretudo ajudar o jovem na construção de um projeto de vida, respeitando os limites e as regras de convivência social, buscando sempre reforçar os laços familiares e comunitários”, ressalta Larissa Mazzotti, coordenadora da área de liberdade assistida e Marili Foltran, coordenadora geral do projeto.

O projeto acredita que é preciso mudar o estigma da sociedade em que o adolescente ainda é visto como o responsável pela violência urbana. Segundo a própria entidade, menos de 1% dos motivos de entrada na medida no último ano são por graves ameaças à vida. Assim, a Comec busca realizar acompanhamento social aos adolescentes e suas famílias por meio da elaboração plano individual de atendimento (PIA), estabelecendo pactos e responsabilidades das partes envolvidas.

Foto: Divulgação/Comec
Visitas a espaços culturais também são promovidas pelo projeto

Para fornecer um atendimento diferenciado e elaborar o PIA, o grupo leva em consideração o histórico e dinâmica familiar, relação com o território e outras demandas especificas de cada pessoa. Dentre as áreas priorizadas no atendimento do adolescente estão saúde, educação e profissionalização.

“Queremos contribuir através da promoção de reflexão do adolescente e sua família, para a ampliação de sua autonomia, cidadania e acesso aos seus deveres e direitos e possibilitar acessos e oportunidades para a ampliação do repertório de vida, através do estímulo educacional, cultural, esportivo, entre outras”, explica Mazzotti.