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Comunicação que transforma

Bianca Mascara, especial para o Cidadania

A Escola de Notícias ensina os jovens a transmitirem a realidade das comunidades por meio de metodologia própria e com foco na transformação

Fotos Divulgação
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Com a câmera na mão, adolescentes aprendem a representar sua comunidade

O mundo está interligado pelas mídias. É possível visitar o mundo inteiro navegando pela rede. Não há barreiras, nem limites. O Rio de Janeiro, nas novelas, na internet, no jornal tornou-se uma cidade global, pessoas ao redor do mundo conhecem suas paisagens sem jamais terem ido lá.

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Jovens aprendem comunicação na prática
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A rádio é um dos veículos usados para relatar a realidade de comunidades periféricas

Realidades distantes se tornam próximas em razão do trabalho dos comunicadores. A internet ampliou esse processo, hoje a troca de informações e a velocidade com que isso é feito proporcionam à maioria das pessoas viver em rede todo o tempo. Todavia, saber o que acontece na Europa é mais fácil do que ser informado sobre as últimas novidades do bairro. Uma realidade se torna distante quando não há uma mídia para retratá-la.

Agora não é mais assim no bairro de Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo. Foi com o objetivo de dar voz às comunidades periféricas que Tony Marlon fundou a Escola de Notícias. Uma iniciativa que visa ensinar, por meio de uma metodologia própria, jovens residentes em bairros e regiões mais afastadas, a transmitir a realidade desses locais, uma iniciação ao jornalismo através da prática. “O ensino é baseado naquilo que o jovem precisa aprender, não só tecnicamente, mas como pessoa”, resume o idealizador da Escola. “Existe um termo que chama educomunicação, então eu criei a educonstrução”, acrescentou.

O projeto prevê a capacitação dos jovens em técnicas audiovisuais, jornalismo, rádio e TV, além de design gráfico. O aprendizado começa por informar sobre as novidades, os problemas e as virtudes das regiões afastadas do centro de São Paulo. Os módulos abordam a retratação do eu, da família, da rua, do bairro e da escola. Os veículos de comunicação disponibilizados pela Escola de Notícias são um canal de televisão virtual, uma rádio por spots e um jornal. Tudo também funciona como uma agência de notícias, que abastece outras mídias.

A vontade de transformar fez Tony se engajar no projeto, que colocou em prática em janeiro do ano passado. “A princípio eu havia pensado em uma produtora de vídeo. Mas tem uma coisa que me incomoda, como sou ex-aluno de projeto social, não queria apenas ensinar as ferramentas audiovisuais. O objetivo não é somente ensinar a retratar, mas sim provocar transformação”, conta. ”Muitas vezes você só retrata, mas não transforma, a não ser o próprio jovem, que aprende”, completou.

A Escola de Notícias também presta serviço para empresas produzindo vídeos de eventos e filmes institucionais pela Produtora Social Escola de Notícias. São palestras, seminários, conteúdo para TV interna, entre outros projetos, que ganham um registro de qualidade. A verba arrecadada é destinada à remuneração dos jovens e a manutenção das atividades. “Funciona com uma agência de comunicação social, que financia ações sociais”, explica Tony.

Tony Marlon tem sua trajetória ligada a projetos sociais e hoje é o coordenador da Escola de Notícias. Ele cursou a faculdade de Comunicação Social graças a um projeto da Fundação Abrinq e fez parte do Projeto Arrastão. Agora, é ele que proporciona uma chance aos alunos de seu próprio projeto. Segundo ele, cerca de 400 adolescentes já foram impactados pelo projeto, que tem apenas um ano.