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Como uma onda

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Com ajuda da Ekloos, iniciativas conseguem aprimorar suas gestões e trabalhos oferecidos

Foto Divulgação
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Mais de dois mil jovens foram beneficiados pela iniciativa desde que ela foi fundada em 2009

Corria o ano de 2007. Andrea Gomides trabalhava em uma grande empresa do mercado corporativo. Ela conciliava sua atividade remunerada com projetos voluntários feitos aos finais de semana. Foi, justamente, nessas atividades sem salário onde ela se encontrou. Comparando seu dia a dia empresarial com a coordenação de um projeto em uma comunidade paulista, ela notou uma grande deficiência de gestão na iniciativa. Resolveu, então, ampliar seu impacto e deixou de beneficiar apenas uma organização não-governamental para auxiliar várias.

Foi nessa época em que a entusiasta deixou o mundo corporativo para se dedicar a Ekloos. Ali, nascia um trabalho de gestão e estruturação. “É um acelerador social, que apoia quem trabalha e quem quer trabalhar com uma causa, tem algum conhecimento específico, mas sabe pouco de gestão”, explica Andrea. “Muitas entidades não tem um caminho estratégico definido. Ajudamos elas na organização, trazendo inovação e qualidade”.

As iniciativas beneficiadas chegam à Ekloos por meio de editais. Elas podem ser apenas ideias com potencial ou já existirem e estarem precisando de ajuda administrativa. Em alguns casos, a juventude está assumindo a frente do projeto e não sabe lidar com questões de gestão. “Ajudamos em um processo de aceleração. Não importa o estágio em que o projeto está, mas o potencial de impacto que ele tem”, destaca Andrea.

Ao todo, mais de 400 iniciativas já foram beneficiadas, 68 delas só este ano. A maior parte dos projetos são geridos por mulheres, negros e jovens de comunidades que querem gerar impactos sociais. A proposta é criar uma formação em colaboração, em que os profissionais da Ekloos passam a fazer parte da equipe da iniciativa. Para isso, são feitos encontros e monitorias. “Mas sabemos que o tempo das organizações é diferente do tempo do mercado”, destaca a fundadora da iniciativa.

Para a ONG apoiada, não há custo. A Ekloos, por sua vez, se mantém por meio de financiadores. Eles também propõem, em alguns casos, o “capital semente”, um dinheiro dedicado ao investimento em outros projetos. Além disso, Andrea e companhia conectam os beneficiados com empresas ou editais que podem dar a eles benefícios.

Foto Divulgação
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O Lona na Lua é autossustentável e vive da renda das bilheterias de seus espetáculos

Nada do que foi será...

O Lona na Lua, movimento sócio cultural que atua em Rio Bonito (RJ) é uma das iniciativas beneficiadas pelo Ekloos. A parceria começou em 2015, seis anos depois que o projeto no interior fluminense começou. Na época, a iniciativa tinha sofrido grandes mudanças, depois de participar de um programa de televisão que transformou toda sua realidade. A partir daí, conheceram a Andrea. “Com as conquistas que foram surgindo, maiores eram os desafios, então, a gestão e o suporte da Ekloos nos deixaram prontos para voos maiores”, destaca o fundador Zeca Novais.

Agora, o Lona está em um processo de expansão. Nele, o auxílio da Ekloos é de extrema importância. “Estamos nos preparando para estar em outras cidades, com um modelo barato”, ressalta o entusiasta. Trabalhamos em cima de economia criativa e enxugamos gastos. Além disso, sabemos exatamente o que o projeto tem que ter para funcionar e, acima de tudo, lutamos pela sustentabilidade”.

A última palavra foi muito bem explicada e aplicada com o Ekloos. Desde que uma iniciativa passou a apoiar a outra, a beneficiada se tornou autossustentável. “O projeto não tem que depender de patrocínio para sobreviver – e isso a Ekloos ensina para a gente”, relembra Zeca.

Hoje, o Lona da Lua, projeto que promove teatro, circo, música, dança, cenografia, figurino, roteiro e cinema, vive da bilheteria de seus espetáculos. “Nossa comunidade consome arte e investe na Lua”, destaca Zeca, sem esconder a alegria. “Isso é empreendedorismo, é pensar para frente e saber caminhar sozinho, além de saber que a força está dentro de nós. Por isso fazemos uma arte que pulsa de verdade”.