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Carnaval o ano inteiro

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Jovens vestem-se de heróis para levar mensagens de esperança a crianças enfermas

Fotos: Divulgação
Foto: Divulgação
A ONG quer mostrar para as crianças que elas são fortes como heróis

Em 2015, Patrick Behar não podia imaginar que sua fantasia de Carnaval se tornaria em um projeto social que beneficiaria centenas de crianças na Capital Paulista. Vestido de Batman na festividade tradicional brasileira, ele se deu conta de que a reação das crianças era diferente quando o viam. “Elas ficavam encantadas”, lembra. Logo, com incentivo de seu amigo Guilherme Rodrigues, resolveu levar esse encanto a lugares mais longes e que, segundo sua visão, necessitavam mais.

Hoje, dois anos depois, conta com mais de 60 pessoas que, vestidas de heróis, fazem visitas quinzenais a abrigos e levam mensagens positivas e de esperança para centenas de crianças que fazem tratamento contra o câncer.

Foto: Divulgação
Com mensagens de positividade, o grupo auxilia os jovens tratamento de câncer

“Fazemos atividades sobre valores, alimentação, força, coragem e família, por exemplo”, destaca Patrick. “Sempre que saímos de lá voltamos diferentes. É até um pouco egoísta dizer, mas nos sentimos melhores por ter feito algo bom para pessoas que precisam”.

As visitas acontecem sempre aos sábados e cerca de 12 voluntários acompanham cada ação. O grupo presa que a fantasia se pareça real. “Investimos nisso para que as crianças acreditem de verdade e nada deixe o encanto acabar. Além disso, o voluntário precisar ser fisicamente parecido com o herói e não pode sair do personagem durante a performance”, ressalta Patrick.

“Muitas das pessoas que participam têm medo de não segurarem a barrar, porque não é fácil estar com crianças que passam por situações tão difíceis. Mas quando a gente vê os sorrisos deles, não tem tempo ruim”, destaca Patrick.

Foto: Divulgação
As atividades lúdicas mostram que há um herói dentro de cada beneficiado

Para Patrick, as pessoas podem, de fato, inspirarem-se em seus heróis favoritos para fazer boas ações. “O Batman, por exemplo, ao meu ver, faz algo muito nobre. Ele doa o próprio corpo e a própria vida para salvar pessoas que ele não conhece”, afirma o publicitário. “E o mais impressionante é que ele faz questão de não ter reconhecimento algum por tudo que faz por essas pessoas, muito pelo contrário, ele tenta ao máximo separar o Batman do alter-ego para não linkarem um ao outro”.

BENEFICIADOS

A Casa José Eduardo Cavichio, que desde 1996 acolhe crianças que estão fazendo tratamento contra Câncer na capital Paulista, recebe a visita do Fábrica de Heróis anualmente. “As crianças adoram. É uma festa maravilhosa. Eles ficam super ansiosos nos dias antes e depois do evento só falam disso, até os médicos ficam sabendo porque o assunto não é outro”, destaca Maria Luiza Candido, presidente e fundadora da instituição. “No dia que eles vêm, as crianças assistidas ficam nas nuvens, elas realmente acreditam que são os heróis que estão aqui. É mágico”, lembra.

“Um super-herói nos permite sonhar e ser algo que não somos. Inclusive eu acho que temos tanta procura de voluntários para fazer parte do grupo por conta disso”, ressalta Patrick Behar. “As pessoas querem não ser elas para serem heroínas por algumas horas e dar amor para quem precisa”, explica.

Hoje, a Cajec hospeda 21 crianças e adolescentes que enfrentam o câncer, além dos responsáveis que as acompanham. A maior parte desses beneficiados vêm de estados distantes como Acre, Rondônia e Maranhão em busca de um melhor tratamento.


MAIS INFORMAÇÕES: http://www.fabricadeherois.com/

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Diversos heróis participam das visitas semanais em instituições paulistas