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Animais terapeutas

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Fotos Projeto Pet Session/Divulgação
Foto Projeto Pet Session/Divulgação
Segundo Silvana, embora haja uma troca de afeto durante as visitas, “a ONG nunca teve problemas com apego”

O convívio com animais tem muitos benefícios. Segundo estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), liderado pelo professor César Ades, a relação contribui para a prevenção e tratamento de várias patologias. Além disso, o estudo mostra que este contato melhora a imunidade de crianças e adultos, reduz os níveis de estresse e de incidência de doenças comuns, como dor de cabeça e resfriado.

Pensando nisso, em 2012 surgiu a ONG Patas Therapeutas. Com cães, gatos e outros animais, a iniciativa visita hospitais, asilos e demais instituições como forma de terapia alternativa.

O objetivo é “levar todos esses benefícios terapêuticos, emocionais, físicos, cognitivos e mentais para pessoas que não podem sair destes locais temporariamente ou permanentemente”, conta Silvania Prado, 60 anos, fundadora da ONG. Segundo ela, as visitas são benéficas, não só aos pacientes, mas a todos que estão no estabelecimento.

Foto Projeto Pet Session/Divulgação
Silvania apresenta um dos cães da ONG à paciente do Hospital Infantil Darcy Vargas

“Quando os animais estão presentes na instituição, eles mudam todo o clima — para melhor, claro”, defende a fundadora do projeto. Antônio Carlos Madeira, diretor do hospital Menino Jesus, que recebe visitas regulares da Organização, concorda: “Não existe como a gente medir se efetivamente a presença do cachorro consegue diminuir por si só a permanência da criança no hospital. Mas acho importante a gente considerar não só a diminuição do tempo de internação, mas também a qualidade desse tempo que a criança passa aqui entre nós”.

As ações do Patas Therapeutas são mensais. Para ajudar, não é preciso ter um animal de estimação. Contudo, quem leva seu bichinho deve, obrigatoriamente, seguir algumas normas da ONG. Silvana conta que os protocolos de saúde e de comportamento são rígidos para que os animais possam entrar nas instituições. “É preciso que eles tenham tomado banho, estejam com as unhas aparadas, orelhas limpas, sem tártaro nos dentes, sem pulgas e carrapatos”, explica ela.

Outras visitas - A ONG visita diferentes tipos de instituições. Uma delas é a Central de Operações Policias Militares (Copom), que atende aos chamados do 190. Em meio a um trabalho pesado, com histórias nem sempre com finais felizes, a vista dos cachorros vem em forma de alento e distração. “Neste trabalho, nós vamos para desestressar as pessoas. No geral, elas estão cansadas e desmotivadas. A chegada dos animais tira o foco dessas coisas [ruins] e acontece uma socialização, que aumenta a autoestima e a afetividade no local”, conta.

Foto Projeto Pet Session/Divulgação
Além de hospitais, são visitados também asilos e outras instituições