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Animais em foco

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Iniciativa em Maceió recebe doações de todo país para ajudar bichinhos

Fotos: Digulação
Foto: Digulação
Gatinhos como o Edu são beneficiados pela iniciativa nordestina. Maria Alice usa armadilhas para capturar os gatos e, por fim, castra-los.

Na internet, as imagens chocam. São animais sem olhos, com graves ferimentos e em situações que parecem irreversíveis. E seriam, se não fosse pela ajuda de quem acredita no projeto Pata Voluntária. São cidadãos que não medem esforços para ver o bem-estar dos animas. Eles os recolhem, encaminham para uma clínica veterinária, alimentam e dão carinho até o final da recuperação. Depois, ainda têm o desafio de encontrar um novo lar para os gatos, cachorros e até galinhas que são beneficiados pela iniciativa.

Manter o trabalho acontecendo, entretanto, é o maior desafio dos voluntários. Eles dependem de doações para bancar tratamentos caros. Elas chegam de todo país e de diversas maneiras. “As pessoas geralmente doam em nossas contas ou em algum aplicativo nosso. Mas muitas também doam roupas que utilizamos em bazar, acessórios para rifarmos. Ração, medicamentos”, destaca Rachel Leahy, uma das entusiastas.

Para se ter uma ideia, recentemente, o grupo conseguiu pagar uma dívida de R$ 88 mil por meio de doações. No dia em que ela precisava ser quitada, foram arrecadados mais de R$15 mil.

Além do tratamento, a iniciativa também oferece castração e vacinas antes de encaminhar para adoção, que acontece por meio das feiras e das buscas no próprio abrigo. Antes da entrega, os voluntários entrevistam os novos donos para evitar que os animais voltem a ser expostos a situações de risco novamente.

“Os animais chegam até nós por meio de pedidos de resgates que as pessoas fazem. Nos mandam vídeos e fotos da situação do animal e vamos até ele resgatar”, conta Rachel. “Todos são de rua, que foram abandonados ou que sofreram maus-tratos”.

Em Maceió, Alagoas, o projeto começou com o apoio dos locais. Ele se expandiu e, hoje, conta com doadores de todo Brasil. Só no Instagram, o projeto tem mais de 150 mil seguidores.

Castração como controle

Para Rachel Leahy, uma das maneiras de diminuir o problema de abandono e mal tratos seria criando formas para controlar o número de nascimento desses animais, como a castração. “Isso evitaria que as fêmeas fiquem dando crias e fazendo que se tenha cada vez mais números de animais na rua”, destaca.

Cerca de 2,480 km dali, o problema não é muito diferente – e tampouco a solução. O projeto paulistano começou da iniciativa da estudante de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, Maria Alice Freire. O Castralinos surgiu da vontade de fazer controle populacional de gatos de rua ou gatos que não são castrados, mas tem dono. “Acreditamos que isso é uma forma de conter o abandono”, destaca Maria.

“Castramos gatos de acumuladores e outras pessoas, tudo isso, visando o controle populacional”, destaca. Para Maria, o problema das ninhadas de gatos está no futuro que esses animais terão. “A castração é o maior combate contra fome, o frio, o medo que os gatos passam na rua”, finaliza.