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Amor em todo canto

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Iniciativa leva cultura a quem precisa em hospitais paulistas

Fotos: Divulgação
Foto: Divulgação
Estudantes de escolas públicas assistem gratuitamente às peças oferecidas pelo projeto

Há 16 anos, a vontade de sair do plano da abstração do que é cidadania e ir para as ruas compartilhar talentos tirou Felipe Melo do sofá para colocar em prática o que acreditava. Com a bolsa nas costas e pintura no rosto, foi levar entretenimento e cultura aos locais que julgava necessário. “Vejo a comunicação e a arte como um caminho para sensibilizar e fazer uma interferência positiva na sociedade”, destaca o entusiasta, fundador do projeto Canto Cidadão.

Hoje, junto a um grupo de mais de 200 voluntários, o artista segue com a iniciativa em hospitais públicos da Capital paulista e em escolas. “Nos hospitais, há muitos grupos que prestigiam as crianças. Por isso, lá, nosso foco é nos adultos”, explica André Carvalho, voluntário desde 2006.

Usando o humor para promover descontração em ambientes muitas vezes distantes dessa realidade, o grupo quebra o gelo para sensibilizar de maneira cativante. “Tentamos falar de temas importantes sem sermos chatos. Falamos por meio do cotidiano, compartilhamos ideias de um País melhor”, exemplifica Felipe. Para o grupo, além de alertar e tocar em assuntos importantes, eles conseguem distrair as pessoas internadas.

Foto: Divulgação
Ao todo são mais de 200 voluntários que fazem parte do projeto

“Quando chegamos lá, transformamos o ambiente. O palhaço tem essa capacidade, então, fica mais fácil tirar o foco da doença”, destaca o coach, que acredita na importância de mudar o estado emocional em momentos delicados como quando se está internado. “A força que há dentro dessas pessoas acaba esquecida, o problema se torna o foco, mas temos a possiblidade de extrair o que há de melhor de dentro dela”, ressalta Felipe.

Conectando pessoas e oportunidades

Professora de educação física na Escola Geraldo Homero de França Ottoni, na Capital paulista, Greice Botechia destaca que as oportunidades de acesso à cultura, oferecidas pelo Canto Cidadão, são uma das poucas chances que muitos de seus alunos têm de entrarem em contato com a arte mais intimamente. “Esses jovens se sentem importantes e queridos por serem escolhidos pelo projeto. Isso abre o mundo deles, depois do primeiro contato, com o brilho nos olhos, muito falam que querem ser atores e atrizes”, destaca Greice. “Se não fosse esse projeto, muitos ali não teriam contato nenhum com teatro”.

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Nos hospitais, os adultos são o principal foco do Canto Cidadão

Nos hospitais, a missão é levar esperança. “As pessoas estão muito desconectadas, uma das outras e delas mesmas. As crianças ainda conseguem se adaptar melhor a situações distintas. Os adultos, por sua vez, sofrem muito quando se sentem vulneráveis”, destaca Felipe Melo. “Lá, também falta individualidade e a intimidade do internado é afetada. Falta humanização e eles ficam carentes”.

“Para mim, é muito gratificante e a gente aprende muito nesse ambiente. Aprendemos um novo olhar sobre a vida, a valorizar tudo o tempo todo, porque as coisas podem mudar muito rápido e devemos ser gratos pelo que temos”, enfatiza André Carvalho.