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Alimentando o bem

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Hamburgada do bem leva alegria a crianças em situação de vulnerabilidade social

Fotos: Divulgação
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Além de hambúrgueres, atividades lúdicas também são oferecidas

Morador de Guarulhos, na Grande São Paulo, Kaio Kaoru, não imaginava que aos 18 anos poderia ir à Rocinha (RJ) e aprender tanto com uma receita simples: carne moída, cheddar, alface, tomate, maionese, ketchup — “e refrigerante”, ressalta o estudante de gastronomia. Há um ano, ele participa do Hamburgada do Bem.  Na iniciativa, sua função é genuína. “Distribuo os refrigerantes para o pessoal”. A causa, entretanto, é nobre: “mudar vidas”, ressalta Erick Watanabe, fundador da ação do Bem.

A Hamburgada começou da iniciativa de quatro amigos. Em uma reunião para fazer lanches e, casa, seguindo a moda paulista, surgiu a ideia de levar a cultura gastronômica a pessoas, e principalmente crianças que tenham menor acesso ao alimento.

Em dois anos, cerca de 16 mil crianças e quase sete mil voluntários foram impactados. “A gente acredita que a interação entre voluntário e criança faz os dois crescerem”, destaca Erick. “Apesar da duração curta da ação, conseguimos passar algumas coisas para os mais novos, através de exemplos”, lembra. Para ele, o impacto é compartilhado: “Por meio da integração, transformamos a vida do jovem. Tem muita gente que está saindo da depressão, por exemplo. É importante despertar na galera que tem pessoas que precisam da gente”.

Foto: Divulgação
O projeto conta com a colaboração de voluntários durante as ações. Nos eventos, hambúrgueres artesanais são servidos aos beneficiados.

Kaio concorda. O estudante afirma que, hoje, não se imagina sem o projeto. “Não importa o que aconteceu de ruim na sua semana, a energia que participar disso passa para você é fora do comum. Depois da Hamburgada, a única coisa que você consegue fazer é descansar, porque teve muito trabalho, sorrir e perceber como nossos problemas são pequenos”, destaca Kaio.

As iniciativas acontecem, pelo menos, uma vez ao mês e são sustentadas por doações dos próprios voluntários. Os eventos, além de hambúrgueres, oferecem mais de 40 atividades às crianças. Erick destaca que muitas delas são educativas. “Temos levado o projeto a escolas públicas. Isso atinge todo o bairro de alguma forma.  Também já fizemos ação no meio da Rocinha, com crianças refugiadas, e até instituições de criança com câncer”.

Kaio esteve na ação na Rocinha. Lá, segundo ele, viveu uma das cenas mais marcantes de sua vida. “Uma criança me perguntou o que era refrigerante. Ele nunca tinha experimentado. Uma diferença tão grande me baqueou de um jeito que acho que a minha vida se tornou mais alegre depois disso”, lembra. “É uma realidade bem diferente do que estamos acostumados”.

“Colocar um sorriso no rosto das crianças agora, permite que elas se lembrem com carinho desse momento no futuro”, explica Kaio quando perguntado sobre o que o motiva a fazer o trabalho voluntário. “Esses sorrisos se somam em forma de amor”, finaliza.