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Alienação parental no idoso, um caminho sem volta

Paulo Akiyama (*)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Paulo pede para a sociedade refletir sobre como tratar os idosos

A alienação de idoso é assunto que deveria estar previsto no estatuto do idoso, ou mesmo em uma lei específica. Afinal, a prática é considerada criminosa e violenta. Gostaria de comentar sobre um fato verídico que envolve o tema.

João, alfaiate, pai de quatro filhos, iniciou sua vida no interior do Brasil, ainda pequeno. Na época, era engraxate.

Sua família mudou-se para São Paulo, capital, na década de 50. Foram todos residir na periferia, mas criou uma enorme clientela.

Na década de 60, com muito esforço, dedicação, dificuldades, montou seu próprio negócio e progrediu financeiramente. No final da década de 70, o destino levou um de seus filhos. Na década de 80 foi pai novamente, já com idade.

Aos 82 anos de idade, fragilizado por ter sofrido um pequeno AVC, viu um de seus filhos, por ciúme dos demais, ou mesmo por inveja daqueles que conseguiram vencer de forma independente, dar início a um trabalho de alienação.

O jovem aproveitou-se da idade avançada dos pais e iniciou o trabalho de descontrução da imagem do irmão que melhor se encontrava financeiramente. O objeto final era apoderar-se de tudo e viver uma vida de luxuria e perdulária.

Tempo depois, João ficou hospitalizado e faleceu.  Deixou uma família desmantelada. Quem conhecia João é testemunha de que este homem sempre preservou a família. Muitos destes que mantiveram a convivência assistiram o mal que aquele filho fez ao pai. As pessoas que são alienadoras não sabem, é que, os que presenciam por algum tempo, são sabedores do ambiente alienador que se cria, comentam com os outros, portanto, a destruição de imagem consegue perante o alienado, frágil e indefeso, mas não a todos os que presenciam.

O alienador, mesmo que tenha induzido João a realizar um testamento, não levou em que o documento pode ser contestado judicialmente.  Esqueceu ainda que, por nossa legislação, há apenas um percentual que se pode abrir mão.

Este caso é verídico e testemunhado por muitas pessoas que conhecem todas as partes envolvidas. Este filho que alienou o pai, continua com o projeto de alienação sobre a mãe. Tudo por querer ter o poder. Quantos de vocês conhecem casos análogos ou até passaram por algo semelhante? Não permita que isto prospere desta forma.


* Paulo Eduardo Akiyama é formado em economia e em direito 1984. É palestrante, autor de artigos e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.