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Abraçando o desconhecido

Fernanda Silva, especial para o Cidadania

Jovens são apadrinhados por pessoas que não os conhecem, mas que querem fazer o bem

Fotos: Divulgação
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Ao todo, 42 mil crianças são atendidas, 38 mil delas são apadrinhadas

Foi identificando uma situação de extrema pobreza no Vale do Jequitinhonha (MG) que o ChildFund chegou no Brasil, em 1968. “Fazemos parte de uma rede internacional presente em mais de 80 países”, explica Alana Fernandes, analista de comunicação da iniciativa. A fundação, que hoje atua em sete estados do País, faz uma ponte entre padrinhos e afilhados. Cada padrinho doa R$ 57,00 mensais, que vai para um fundo coletivo distribuído a entidades, beneficiando milhares de crianças inscritas em ongs parceiras. “O padrinho tem a oportunidade de criar um vínculo. Em muitos casos, eles se tornam membros das famílias”, ressalta a entusiasta.

Trabalhando em prol da proteção infantil, a iniciativa controla periodicamente se o dinheiro entregue às instituições é empregado corretamente dentro das iniciativas, que têm enfoque variado. “Não executamos diretamente, mas oferecemos tecnologias e metodologias que devem ser usadas pelas entidades apoiadas”, ressalta Alana. Para manter o controle, a ONG conta com funcionários que fazem auditórias nos espaços parceiros.

“Ter uma madrinha para mim significa, além da possibilidade de poder participar das atividades daqui da organização, saber que tem alguém que se importa comigo”, conta Raiara, jovem apadrinhada do ChildFund Brasil e participante das atividades do Instituto Griasc de assistência Social e Educacional. “Ela me aconselha, apoia e deseja muito o meu bem. É incrível saber que tem alguém que eu nem conheço pessoalmente e que torce muito por mim.  Minha madrinha acredita no meu futuro e me ajuda a acreditar em mim mesma também”, destaca a estudante, que agora luta por vaga na universidade.

Foto: Divulgação
Raiara, jovem apadrinhada do ChildFund Brasil, é participante das atividades do Instituto Griasc

Do outro lado

Anamaria Araújo sabe a importância de ter uma madrinha. No passado, até os 15 anos, foi uma criança apadrinhada por um casal norte-americano. “Até hoje eu tenho guardadas as cartas que eles me mandavam. Sempre que estou um pouco triste, gosto de reler essas cartinhas, porque elas me trazem muitas lembranças boas”, ressalta.

Hoje, está do outro lado. “Há aproximadamente cinco anos eu resolvi ajudar e devolver um pouco do bem que me foi feito quando era criança. Pesquisei no site e fiquei atraída pela possibilidade de ajudar uma criança brasileira, em especial do Vale, que ainda é uma região muito carente”, lembra.  “Acredito que o papel fundamental como madrinha é influenciar positivamente a vida do meu afilhado, fazendo com que ele saiba que é quisto. Tento ser presente, mandando cartinhas e me correspondendo com ele”, defende Anamaria.

Ao todo, são 44 ONGs apoiadas, com 42 mil crianças atendidas – das quais 38 mil são apadrinhadas. “Trabalhamos para que esse número fique equilibrado”, destaca Alana Fernandes.  Para adotar, basta entrar no site da ChildFund e cadastrar-se como doador. Apadrinhada, Raiane destaca que alguns colegas ainda não tiveram a oportunidade de receber o apoio externo. “Alguns até ficam com uma certa revolta. Acho que porque eles não têm a oportunidade de criar esse laço que é tão bacana”, conta.

Isso porque, depois que foi apadrinhada, Raiane teve a oportunidade de participar de todas as atividades do Instituto Griasc. “Aprendi muito com todas as oficinas e sei que são coisas que vou levar na minha vida para sempre. Tenho certeza que tudo isso abriu muitas portas para mim”, destaca. “Jamais imaginei a possibilidade de poder conversar e ter afeto por uma pessoa de uma realidade que eu nem conheço”.